Quais são os meus direitos como trabalhador bancário?

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Quais são os meus direitos como trabalhador bancário?

BANCÁRIO

 

Seja bem vindo ao maior escritório de advocacia trabalhista para bancários de Minas Gerais.

ABRAS MOUTRAN ADVOCACIA conta com uma equipe com mais de 22 anos de experiência nesta área jurídica, entregando serviço personalizado de excelência aos seus clientes, nosso maior patrimônio liderado pela advogada trabalhista Dra. Flávia Abras Moutran OAB/MG 78.252

Nossa história é marcada por uma prestação de serviços segura, ágil, eficiente e acima de tudo personalizada, tendo como um dos nossos pilares a individualidade do nosso cliente.

Nós  julgamos a individualidade personalizada, o maior dos pilares para alcançar o sucesso em uma demanda trabalhista.

O nível de excelência dos nossos serviços prestados  se deve não apenas à estrutura que é disponibilizada, mas principalmente pela metodologia de trabalho utilizada ao longo destes anos,  cuja experiência é fundamental para se obter a vitória.

Informamos ao nosso cliente todas as principais decisões judiciais de 1ª, 2ª e 3ª instâncias, que são as 3 decisões mais importantes do processo o mantendo informado sobre o seu processo trabalhista.   

BANCÁRIO PRESTE ATENÇÃO!!

Todas os bancos, lucram bilhões anualmente aproveitando-se do baixo salário oferecido aos seus funcionários, não observando as  normas trabalhistas, como cobrança excessiva de metas, assédio moral, desvio de função (exercício de função diversa da contratada, sem pagamento do salário correspondente), equiparação salarial, horas extras, não concessão dos intervalos garantidos por lei, enfim vários direitos. 

PORTANTO, não abra mão do que é seu por direito, nos procure como  advogado BH

Abaixo vamos esclarecer alguns pontos mais questionados de uma forma simples e breve:

QUAIS OS TIPOS DE BANCÁRIOS EXISTENTES?

Bancário comum

Bancário de confiança intermediaria

Bancário de confiança máxima

QUEM SÃO OS BANCÁRIOS COMUNS?

Assistentes;

Caixas;

Analistas (Júnior,Pleno e Sênio);

Gerentes de Relacionamento (Pessoa Física e Jurídica)

Gerente de Contas (pessoa físicas e jurídicas)

Consultores/ especialistas;

Entre outros cargos.

QUEM SÃO OS BANCÁRIOS DE CONFIANÇA INTERMEDIÁRIA?

Gerente de departamento

Coordenadores ;

Chefias ou equivalentes .

QUEM SÃO OS BANCÁRIOS DE CONFIANÇA MÁXIMA?

Gerente Geral;

Gerente administrativo/ operacional;

Superintendente;

Gerente Regional.

FUI CONTRATADO PARA TRABALHAR APENAS 06 HORAS POR DIA, TENHO DIREITO A 01 HORA DE INTERVALO?

Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo de 1 (uma) hora.

Sabemos que na realidade o bancário não trabalha apenas seis horas por dia, por diversas vezes ultrapassam esta jornada como também chegam mais cedo no banco, portanto terá direito ao pagamento referente a hora de intervalo de uma hora acrescida de 50%. 

Além das horas extras que deverão ser pagas a partir da 06 hora, deverá ser pago a hora referente avsupressão do intervalo de jornada – ou seja todo aquele bancário que trabalhe por mais de seis horas deverá fazer jus a uma hora de intervalo;

acrescido do adicional de 50%;

equiparação salarial;

adicional de transferência;

plr;

assédio moral;

estabilidades;

dentre inúmeras outros pedidos

E SE FUI CONTRATADO PARA LABORAR OITO HORAS DIÁRIAS, TAMBÉM TEREI DIREITO A RECEBER AS HORAS EXTRAS?

O bancário que trabalha 8h por dia e não ocupa verdadeiramente o cargo de confiança, ou seja que na realidade não desempenha as atividades que exigem poder, tem direito a receber a   7ª e a 8ª hora como extras e as subsequentes.

Não procede a alegação do banco de que você, bancário que trabalha 8h por dia, ocupa cargo de confiança e por isso não terá direito a estas 2 horas ou as superiores, isto não é verdade!

Ao final do mês, você tem noção de quanto essas 2 horas extras representam no seu salário e ainda somado a todos os reflexos a que teria direito ? e ao final do seu contrato de trabalho?

Portanto, não deixe ser caracterizado a prescrição bienal, recorra aos seus direitos e  busque ajuda com um advogado trabalhista bancário experiente.

Até porque para a configuração do cargo de confiança, o bancário pode:

– Advertir um funcionário;

-Remanejar um assistente, estagiário, ou seja, determinar transferência para outra agência;

– Admitir/demitir;

-Autonomia para conceder crédito além daquele parametrizado no sistema do Banco sem necessidade de aprovação de superior;

Caso você não tenha estes poderes dentro do banco, a sua jornada de trabalho deve-se  limitar a seis horas diárias, fazendo jus ao pagamento das horas extra acrescidas do adicional as que ultrapassarem a 6ª hora.

Entre em contato conosco pelo WhatsApp (31) 99853-2682

BANCÁRIO VOCÊ RECEBE GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO?

A gratificação de função é uma verba salarial concedida aos bancários em razão de uma maior responsabilidade quanto ao desempenho das suas funções.

Mas CUIDADO é importante ressaltar que os bancos utilizam dessa verba para não pagar horas extras aos seus empregados, pois através dela, o banco está dizendo que você possui cargo de confiança, o que muitas vezes não é o caso.

A gratificação de função é inerente ao “cargo de confiança” ocupado pelo bancário e cessa quando da destituição.

Entretanto, caso haja o recebimento da gratificação de função por dez ou mais anos, este deverá ser incorporado ao salário, em razão do princípio da estabilidade financeira, conforme Súmula 372 do C.TST.

JUSTIÇA DO TRABALHO DECIDE QUE O PAGAMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO AO BANCÁRIO NÃO CONFIGURA CARGO DE CONFIANÇA E GERA SIM O DIREITO Á 7ª E 8ª HORA DIÁRIA

SOU BANCÁRIO TENHO DIREITO A EQUIPARAÇÃO SALARIAL?

A equiparação salarial dos bancários tem as mesmas regras aplicadas a qualquer categoria profissional.

Isso acontece porque se dois profissionais :

que desempenham as mesmas funções, não importando a nomenclatura dos cargos;

exercendo as mesmas tarefas;

 com produtividade equivalente  de igual valor;

não tendo a diferença de tempo de serviço  superior a 4 anos da pessoa com quem está requerendo a equiparação;

que não haja diferença de tempo na função superior a dois anos;

 e precisam laborar na mesma agência.

Desse modo, após análise do advogado trabalhista se preenchidos todos os requisitos elencados, esse bancário terá  direito ao recebimento do mesmo salário do seu colega de trabalho, o que traria o direito a esse empregado ao recebimento das diferenças dos salários suprimidos.

E VOCÊ BANCÁRIO QUE TRABALHA FORA DA AGÊNCIA, PRESTE ATENÇÃO!!

Empregados de banco que trabalham fora de agência, mais conhecidos como bancários de departamento, são aqueles que fazem análise de crédito, atuam nas mesas de negociação, entre outros, em regra devem também trabalhar apenas 6 horas por dia, ou seja,  30 horas semanais, isso porque todo funcionário contratado pelo banco é considerado bancário mesmo que não laborem dentro da agência do banco.

Por isso, caso a sua jornada ultrapasse as 6 horas diárias, você possui o direito de requerer as duas horas extras por dia, ou seja, a sétima e a oitava hora.

O QUE É GERENTE DE AGÊNCIA?

O gerente de agência, é aquele que de fato exerce cargo de confiança intermediário, como por exemplo, tem poder para fazer admissão, demissão, advertir um funcionário, acesso a informações confidenciais, entre outros, mas mesmo assim não poderão ultrapassar a jornada diária de 8hs (oito horas). Caso ultrapasse, deverá receber pelas horas extras laboradas após a 8ª hora (súmula 102, IV do TST).

O QUE É GERENTE GERAL?

 Já o gerente geral de agência bancária, por ter uma fidúcia especial, possui cargo de confiança excepcional, estando inserido na regra do artigo 62, II da CLT, não estando sujeito ao controle e limitação da jornada de trabalho. Portanto, ainda que trabalhe além da 8ª hora diária, não terá direito às horas extras (súmula 287 do TST).

SINDROME DE BURNOUT 

Se o seu chefe te impõe metas abusivas e cobra constantemente os resultados, muito cuidado! Isso pode te levar à síndrome de Burnout.

Para quem ainda não está familiarizado com o termo, Burnout é uma condição psicológica de estresse intenso. Ou seja, acontece quando alguém está sob muita pressão, não consegue nem mesmo parar para respirar, vive nervoso e preocupado com a entrega de trabalhos.

Essa constante correria leva ao esgotamento físico e, principalmente, mental, em que muitas pessoas precisam até mesmo se afastar para se tratar.

As metas abusivas não são atos permitidos praticados pelas empresas que acabam ocasionando aos seus funcionários a síndrome de Burnout já que tentam a todo custo entregar os resultados esperados rapidamente.

SAIBA SOBRE QUEBRA DE CAIXA

O adicional de quebra de caixa, é uma verba trabalhista que se destina a remunerar o trabalhador que está exposto aos riscos pelo manuseio constante de dinheiro da instituição financeira.

O objetivo desse pagamento é  estimular o colaborador a se dedicar mais para a sua função, e garantir a proteção do salário do trabalhador.

Como a quebra de caixa não é prevista em lei, o pagamento não é obrigatório, então ocorre por livre acordo ou convenção coletiva de trabalho em que um adicional é fixado.

Para os funcionários que atuam como caixa no banco, o adicional é de 10% sobre o valor do seu salário.

Uma observação importante: o trabalhador bancário que atue no caixa só pode sofrer o desconto da diferença se FOR COMPROVADO que ele foi o responsável pelo prejuízo. Caso contrário, o desconto do salário é ilegal e pode ser exigido na Justiça do Trabalho.

REPETINDO, PARA VOCÊ QUE É EMPREGADO DO BANCO MAS TRABALHA FORA DA AGÊNCIA 

Funcionários que são contratados pelo banco, mas não prestam seus serviços na agência também são bancários. Por isso, devem laborar em regra 6 horas por dia e 30 horas semanais de acordo com o artigo 224, caput da CLT, e todas as horas além da 6ª devem ser requeridas como horas extras através da ação trabalhista.

Procure um advogado trabalhista bancário e receba os seus direitos!

O BANCO É OBRIGADO A DEMONSTRAR O SEU LUCRO? 

-Vários bancários ajuizam reclamatórias trabalhista para requerer diversos direitos, dentre eles, as diferenças de PLR.

-Anualmente o Banco realizava o pagamento de PLR, porém não era demonstrado o lucro líquido do banco para os funcionários. De acordo com a convenção coletiva dos bancários a PLR deve ser paga da seguinte forma:

-90% do salário-base + verbas fixas de natureza salarial + valor fixo de R$ 2.807,03 (limitado o valor individual de R$ 15.058,34). O valor total da PLR dos bancários paga pela Regra Básica, tem que ter mínimo de 5% e teto de 12,8% do lucro líquido do banco.

Por este motivo, o advogados do bancário deve solicitar todos os demonstrativos do lucro líquido do banco de todo período trabalhado pela bancário, como não foi exibido, o juiz aplicou a regra mais benéfica a trabalhadora.

BANCÁRIO DEVE RECEBER COMISSÃO DOS PRODUTOS VENDIDOS

 -Uma tarefa comum de muitos bancários é a venda de seguros, planos de previdência, títulos de capitalização e outros produtos financeiros oriundos do banco ou de parceiros. Em geral, eles possuem metas mensais de comercialização.

-De acordo com a súmula nº 93 do TST, segundo a qual “integra a remuneração do bancário a vantagem pecuniária por ele auferida na colocação ou na venda de papéis ou valores mobiliários de empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, quando exercida essa atividade no horário e local de trabalho e com o consentimento, tácito ou expresso, do banco empregador”.

– Ou seja, os bancário que realizam as vendas de produtos têm direito de receber comissões sobre os produtos vendidos.

CAIXA BANCÁRIO – RECEBERÁ PENSÃO INTEGRAL APÓS INCAPACITAÇÃO

 A 8ª turma do TST garantiu a trabalhadora pensão equivalente a 100% da remuneração recebida como caixa bancária. O colegiado aplicou artigo 950 do CC, que assegura a pensão a trabalhador que teve sua capacidade de trabalho reduzida ou inabilitada.

– Trata-se de ação envolvendo uma trabalhadora e um banco, que foi condenado a pagar uma pensão mensal vitalícia sob o fundamento de que a obreira se encontra inabilitada permanentemente para a atividade de caixa.

– Ao apreciar o caso, a ministra Dora Maria da Costa, relatora, concluiu que o caso mostra a revela a incapacidade total e permanente para o trabalho que a mulher exercia, “qual seja, caixa bancário, razão pela qual a pensão deve corresponder à importância do trabalho para que se inabilitou, o que equivale a 100% da remuneração percebida”.

 Intervalo intra jornada bancário

Sabe-se que, em regra, o bancário tem a jornada de trabalho de 6 horas diárias com 15 minutos de intervalo para refeição e descanso, porém, muitas vezes, é necessária a prestação de horas extras.

Por exemplo, o caixa que, em tese, trabalha das 10h00min às 16h15min, normalmente precisa chegar por volta das 09h30 e só sai quando o termina de atender o último cliente, normalmente entre 16h30 e 17h00min, em dias muito movimentados, é comum que o caixa estenda ainda mais sua jornada.

Porém, ainda que os bancos costumem pagar essas horas extras corretamente, na maioria dos casos o intervalo para refeição e descanso é desrespeitado, isso porque o art. 71 da CLT diz que, nos casos que a jornada ultrapassar 6 horas diárias, o empregado terá direito a 1 hora de intervalo para refeição e descanso, vejamos:

Art. 71 – Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas.

  • 1º – Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas.”

 

Veja que a CLT é muito clara em dizer que em qualquer trabalho contínuo que ultrapasse as 6 horas, o intervalo para refeição e descanso é de, no mínimo, 1 hora. Portanto, não importa se a jornada contratual, ou seja, a registrada no contrato de trabalho, é de 6 horas diárias, se o empregado fizer horas extras e ultrapassar a jornada de 6 horas diárias, o seu intervalo para refeição e descanso deverá ser, obrigatoriamente, de 1 hora, no mínimo.

Nos casos em que for descumprido o intervalo mínimo para refeição e descanso, o empregador deverá pagar pelo tempo suprimido, com acréscimo de 50%, conforme disposto no parágrafo quarto do art. 71 da CLT, vejamos:

“§ 4o  A não concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizatória, apenas do período suprimido, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.”

 Sendo assim, constatado o desrespeito do empregador ao intervalo mínimo para refeição e descanso, é direito do empregado o recebimento do período suprimido com o acréscimo legal, como já exposto em tópico anterior.

Sétima e oitava horas do bancário

Há muito tempo se fala sobre o direito dos bancários ao recebimento das famosas sétima e oitava horas. Mas afinal, o que são essas sétima e oitava horas?

Esse tema é disciplinado no art. 224 da CLT, que diz o seguinte:

“Art. 224 – A duração normal do trabalho dos empregados em bancos, casas bancárias e Caixa Econômica Federal será de 6 (seis) horas continuas nos dias úteis, com exceção dos sábados, perfazendo um total de 30 (trinta) horas de trabalho por semana.”

 

Portando, a regra geral é que os bancários trabalhem apenas por 6 horas diárias. O motivo pelo qual o bancário tem essa jornada especial se dá pela natureza das atividades bancárias, sendo considerada pelo legislador como uma atividade desgastante, tendo em vista que o bancário lida diariamente com procedimentos de crédito, dinheiro, metas altíssimas, etc.

Em contrapartida, o parágrafo segundo do art. 224 da CLT traz uma exceção, que é o caso do bancário que ocupa cargo de confiança, vejamos:

“§ 2º As disposições deste artigo não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes ou que desempenhem outros cargos de confiança desde que o valor da gratificação não seja inferior a um terço do salário do cargo efetivo.”

 Portanto, nos casos de exercício de função de confiança, o bancário pode estar submetido à jornada de 8 horas diárias. Daí surge a dúvida: Mas será que realmente exerçe a função de confiança dentro do banco?

Em primeiro lugar, vale destacar a parte final do parágrafo segundo do art. 224 da CLT, que diz que é necessário que o banco pague uma gratificação de função não inferior a um terço do salário do cargo efetivo. Esse é um requisito objetivo e os bancos costumam pagar essa gratificação para todos os cargos de 8 horas diárias dentro do seu quadro de carreiras.

Porém, o mero pagamento da gratificação de função não é suficiente para enquadrar o bancário na exceção prevista no parágrafo segundo do art. 224 da CLT, uma vez que este mesmo dispositivo traz um elemento subjetivo, que é o efetivo exercício de função de confiança (cargos de direção, gerência, fiscalização, chefia e equivalentes ou que desempenhem outros cargos de confiança).

Quem exerce, efetivamente, função de confiança nos quadros dos bancos? 

O bancário com função de confiança é aquele que tem poderes de chefe, ou seja, pode delegar tarefas, realizar aprovações sistêmicas sem o “de acordo” ou conferência de seu superior hierárquico, fiscaliza as atividades dos demais colegas, possui autonomia para desempenhar suas funções sem qualquer interferência dos superiores hierárquicos, etc.

Na prática, os cargos que normalmente estão enquadrados nessa são os de supervisor, coordenador, gerente de departamento, gerente geral, etc.

Portanto, é comum vermos a grande maioria dos analistas, por exemplo, tendo êxito no seu pedido de sétima e oitava horas na Justiça do Trabalho, justamente porque, durante o processo, fica provado que não exercem efetiva função de confiança em suas atividades como bancário.

POR QUÊ O BANCÁRIO PODE RECUPERAR SUA SÉTIMA E OITAVA HORA DESDE 2011?

É sabido que, via de regra, uma ação trabalhista pode versar apenas dos últimos 5 anos trabalhados.

Ocorre que existem algumas exceções. Uma delas ocorre quando há uma ação civil pública em desfavor de uma empresa que requer o PROTESTO INTERRUPTIVO DE PRESCRIÇÃO.

Isso ocorre quando determinadas empresas são conhecidas por fraudar direitos, e com isso, através de uma ação civil pública de protesto interruptivo de prescrição, os empregados conseguem recuperar um valor maior, quando buscarem por seus direitos.

E foi exatamente isso que aconteceu no dia 05/05/2016. Houve algumas ações civis públicas em face dos bancos, nas quais foram julgadas PROCEDENTES e já transitaram em julgado.

Em miúdos, isso significa que um bancário consegue recuperar sua sétima e oitava hora desde 05/05/2011 até a presente data, basta o advogado estar munido com a íntegra dos processos que tramitaram.

Para saber mais, procure um advogado de confiança, pois este advogado trabalhista deverá ter em mãos a integra dos processos em questão.

SOU BANCÁRIO E FUI DEMITIDO EM 2021. POSSO PEDIR A 7ª E 8ª HORAS?

Sim! Mesmo que a Convenção Coletiva esteja vigente, ela só poderá ter seus efeitos aplicador a partir de 1/12/2018, pois o Constituição Federal veda que uma lei ou norma jurídica retroaja.

Além disso, desde o início de sua vigência, grande partes dos juízes tem entendido como nula a cláusula que pretendia retirar o direito dos bancários.

Vale lembrar que, em uma ação trabalhista, é possível recuperar os últimos 5 anos, portando, mesmo que a convenção fosse aplicada, é legítimo reaver a sétima e oitava horas, mesmo que o bancário tenha sido desligado em 2019, 2020, 2021…

Procure um advogado especializado no assunto e entenda quais são todos seus direitos.

Proibição da Compensação das 7ª e 8ª horas pelo Tribunal Superior do Trabalho

O Sindicato dos Bancários de São Paulo e Região, em 2018, incluiu na Convenção Coletiva de 2018/2020 a cláusula 11, que diz o seguinte:

CLÁUSULA 11 – GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO
O valor da gratificação de função, de que trata o § 2º do artigo 224, da Consolidação das Leis do Trabalho, não será inferior a 55% (cinquenta e cinco por cento), à exceção do Estado do Rio Grande do Sul, cujo percentual é de 50% (cinquenta por cento), sempre incidente sobre o salário do cargo efetivo acrescido do adicional por tempo de serviço, já reajustados nos termos da cláusula primeira, respeitados os critérios mais vantajosos e as demais disposições específicas previstas nas Convenções Coletivas de Trabalho Aditivas.

Parágrafo primeiro – Havendo decisão judicial que afaste o enquadramento de empregado na exceção prevista no § 2º do art. 224 da CLT, estando este recebendo ou tendo já recebido a gratificação de função, que é a contrapartida ao trabalho prestado além da 6ª (sexta) hora diária, de modo que a jornada somente é considerada extraordinária após a 8ª (oitava) hora trabalhada, o valor devido relativo às horas extras e reflexos será integralmente deduzido/compensado, com o valor da gratificação de função e reflexos pagos ao empregado. A dedução/compensação prevista neste parágrafo será aplicável às ações ajuizadas a partir de 1º.12.2018.

Parágrafo segundo – A dedução/compensação prevista no parágrafo acima deverá observar os seguintes requisitos, cumulativamente:
a) será limitada aos meses de competência em que foram deferidas as horas extras e nos quais tenha havido o pagamento da gratificação prevista nesta cláusula; e

  1. b) o valor a ser deduzido/compensado não poderá ser superior ao auferido pelo empregado, limitado aos percentuais de 55% (cinquenta e cinco por cento) e 50% (cinquenta por cento), mencionados no caput, de modo que não pode haver saldo negativo.
 

Percebe-se que, no parágrafo primeiro, o que foi incluído na Convenção Coletiva de Trabalho nada mais é do que o Sindicato tentando determinar como Justiça do Trabalho deve agir diante do reconhecimento de uma FRAUDE cometida. Em outras palavras, o que diz é: “Reconhecida a fraude no enquadramento do bancário comum, o Banco não sofrerá consequências, pois o valor pago a título de gratificação de função deve ser compensado pelo valor das 7ª e 8ª horas.”

O parágrafo segundo, alínea “b” dessa cláusula, demonstra nitidamente a tentativa de legitimar a fraude, vejamos: se, ao realizar a compensação/dedução da gratificação de função pelas 7ª e 8ª horas, e for constatado que há um saldo “devedor” do Bancário com o Banco, o empregado não precisará restituir esse valor.

Ocorre que, na Justiça do Trabalho é proibido compensar verbas de natureza diferentes, sendo este o caso da gratificação de função e das 7ª e 8ª horas. Para exemplificar, imagina que fosse possível compensar o valor pago pelas férias com o valor pago pelo 13º salário. Obviamente, as férias possuem um valor maior, pois há um acréscimo de 1/3, então, nesse exemplo, o empregador “abriria mão” de receber esse 1/3 de volta, apenas o valor normal do salário.

Porém, tendo em vista que as férias possuem natureza jurídica diversa do 13ª salário, essa compensação seria NITIDAMENTE abusiva. O raciocínio é exatamente o mesmo no caso da compensação da gratificação de função pela 7ª e 8º horas.

Tanto é que, em 2003, esse tema foi convertido em Súmula pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST, o que significa que esse tema já foi amplamente debatido e o entendimento a seu respeito foi cristalizado, vejamos:

Súmula nº 109 do TST
GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO (mantida) – Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003

O bancário não enquadrado no § 2º do art. 224 da CLT, que receba gratificação de função, não pode ter o salário relativo a horas extraordinárias compensado com o valor daquela vantagem.

Portanto, se você faz parte da categoria dos bancários, você tem o direito de acessar à Justiça do Trabalho requerendo o reconhecimento da fraude e, caso essa fraude seja constatada, é seu direito receber o valor que lhe é devido.

Ainda, tendo em vista que as negociações de convenção coletiva de trabalho estão se iniciando no Sindicato dos bancários, participe das assembleias virtuais, mande e-mails, cobre pela retirada dessa cláusula abusiva e arbitrária.

  • Por que os bancários só devem trabalhar 6 horas por dia?

A legislação trabalhista trouxe a jornada de trabalho de 6 horas diárias para os bancários há décadas, porém, ainda assim há muita discussão sobre os motivos pelos quais a CLT trouxe essa jornada e o questionamento se é necessário manter a carga horário dos bancários em 6 horas diárias.

Na época em que a foi determinada a carga horária de 6 horas diárias para os bancários, a principal justificativa era o estresse causado ao trabalhador, pois toda a movimentação das instituições financeiras, seja movimentação administrativa (de documentos), seja a movimentação financeira, era feita manualmente. Assim, foi reconhecido que o trabalho bancário era demasiadamente estressante e, portanto, uma jornada de trabalho diária superior a 6 horas traria consequências graves ao empregado, podendo desencadear disfunções psicológicas e doenças, como depressão, ansiedade, tendinite, síndrome de burnout, entre outras.

Com o passar do tempo e a evolução tecnológica, os bancos passaram a automatizar processos e a substituir atividades manuais, como manuseio de dinheiro e papéis, preenchimento de relatório etc., por sistemas de computadores que desempenham essa atividade de forma mais precisa e rápida.

Por isso, há alguns entendimentos no sentido de que, tendo em vista o avanço tecnológico e a automatização de processos bancários, a jornada de 6 horas diárias não mais se justifica. Com respeito aos referidos entendimentos, entendemos que, apesar de todo esse avanço, a jornada de 6 horas diárias para o trabalhador bancário ainda é imprescindível para a saúde do bancário e para o bom desempenho de suas atividades.

Sabe-se que, atualmente, o estresse causado pelas atividades burocráticas e manuais foram substituídas por pressão constante para o alcance de resultado e cumprimento de metas que, não raras vezes, são abusivas e praticamente impossíveis de cumprir, além de criar um ambiente altamente competitivo entre os próprios trabalhadores bancários, uma vez que, em vários casos, os resultados individuais são expostos, criando um espécie de “ranking” de resultados e cumprimento de metas.

Ainda que esse “ranking” seja feito de forma que não seja possível identificar cada funcionário, por exemplo, quando os resultados estão atrelados ao número funcional de cada colaborador, o bancário que percebe que está um pouco mais a baixo na “competição” passa pelo estresse e pelo medo de ser demitido da instituição financeira e, com isso, é provável que ele desenvolva ansiedade, depressão, medo ou que, para tentar compensar, acabe trabalhando mais, que também pode desencadear lesões por esforço repetitivo (LER), como tendinite, bursite etc., além da considerável redução na qualidade de vida desse trabalhador.

Por isso, visando proteger o trabalhador bancário, a jornada de 6 horas diárias estabelecida no Art. 224 da CLT continua sendo um mecanismo importante de defesa dos direitos e da saúde do empregado de instituições financeiras. A relativização dessa jornada pode trazer consequências gravíssimas ao empregado e, consequentemente, ao próprio setor bancário.

Diante disso, o trabalhador bancário, valendo-se do seu direito e na forma da Lei, deve sempre se opor às medidas que visam reduzir ou flexibilizar o seu direito à jornada de trabalho de 6 horas diárias, inclusive nos períodos de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho com o Sindicato, uma vez que em sua última edição foi incluída uma cláusula que visa, na prática, extinguir o direito ao pagamento das 7ª e 8ª horas como extras em casos de expresso reconhecimento pela Justiça do Trabalho que o bancário deve laborar por apenas 6 horas diárias.

7ª e 8ª Horas podem ser compensadas?

Apesar da Convenção Coletiva dos bancários (2018/2020) ter o intuito de extinguir com os direitos dos bancários referente às 7ª e 8ª horas, o juiz tem a própria Constituição Federal como alicerce para conceder ao bancário tal direito, isto porque a Constituição proíbe o efeito retroativo de qualquer norma que seja.

Desde que a nova convenção coletiva dos bancários entrou em vigor, a esmagadora maioria dos juízes continuam condenando os bancos ao pagamento integral das sétima e oitava horas aos bancários, pois os magistrados entendem que a nova convenção dos bancários é ilegal e inconstitucional, com isso, justifica-se que é impossível a sétima e oitava horas serem deduzidas de outra verba com a natureza totalmente distinta.

E, se por ventura, mesmo que o juiz entenda pela aplicação da convenção coletiva, o bancário ainda terá direito de receber suas 7ª e 8ª horas até 01/12/2018.

Vale lembrar que esta convenção coletiva tem prazo de validade até setembro de 2020, que será a oportunidade dos bancários de votar a nova convenção para que esta cláusula abusiva seja retirada do texto convencional.

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